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Quarta-feira, 16: Plenária virtual compõe agenda de mobilização contra a Reforma Administrativa

Articulação de 4 centrais sindicais e cerca de 30 entidades no estado promove o evento virtual nesta quarta-feira, às 19h, pelo link https://adufes.webex.com/meet/adufes

Serão discutidos os principais pontos da proposta da reforma administrativa que o governo federal tenta emplacar no Congresso Nacional, no mais contundente ataque ao funcionalismo público. Elaborada pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, e abraçada pelos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e Davi Alcolumbre (DEM-AP), a “reforma” de Bolsonaro e Paulo Guedes cria mecanismos que põem fim ao chamado Regime Jurídico Único (RJU) e ampliam o sucateamento dos serviços públicos. 

A presidenta da Adufes, Ana Carolina Galvão, lembra que a reforma acaba com progressões automáticas de carreira, com as gratificações por tempo de serviço (medidas que já estão vigentes desde o começo da pandemia), além da falta de reajuste salarial. “As/os trabalhadoras/es dos serviços públicos estão há anos com salários congelados, sem haver sequer a reposição da inflação. Em compensação, parlamentares e governantes continuam recebendo altos salários, verbas complementares e outros privilégios, saqueando descaradamente os cofres públicos”, pontua.

Dia Nacional de Luta. A partir dos encaminhamentos do Fonasefe, o conjunto de entidades ligadas ao serviço público e às empresas públicas tem se articulado em Vitória desde agosto, com a secretária geral Junia Zaidan representando a Adufes. Definido para 30/9, o Dia Nacional de Luta em Defesa do Serviço Público e Servidores será marcado por intensa agitação nas redes e também por um ato presencial, com observância das regras sanitárias, em local e horário a serem divulgados. “A Reforma Administrativa não é um ataque apenas aos servidores públicos, mas à população brasileira, que depende dos serviços fornecidos pelo Estado nas diversas esferas da vida social”, lembra Junia.

Fonte: Adufes

Nota de pesar: morre aos 89 anos, Manoel Ceciliano Salles de Almeida, ex-reitor da Ufes

A Adufes comunica o falecimento do professor aposentado e ex-reitor da Ufes, Manoel Ceciliano Salles de Almeida. O docente, que atuou no Centro de Educação, faleceu na noite desse domingo (13), vítima de pneumonia.

O sindicato registra sua consternação e solidariza-se com familiares e amigospela perda de seu ente querido.


Fonte: Adufes

Adufes questiona condições de cumprimento de carga horária didática no Earte

Assessoria jurídica do sindicato orienta requerimento de carga horária especial em caso de impossibilidade de cumprimento integral

A pandemia do novo coronavírus impôs a adoção do trabalho remoto às/aos docentes da Ufes e desde o último dia 9, também o ensino remoto, com o início do semestre especial por meio do “Ensino-aprendizagem [sic] remoto, temporário e emergencial” (Earte).

Conforme a Res. 32/2020 do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), a carga horária didático-aula mínima é de 8 horas no Earte, mas não há nenhuma indicação sobre casos em que as/os professoras/es estejam impossibilitadas/os do cumprimento dessa jornada de ensino devido a dficuldades que venham enfrentando em seus contextos domésticos, como acompanhamento de crianças, idosos, deficientes, mães lactantes e outras inúmeras situações que podem decorrer de alterações na rotina das/os trabalhadoras/es.

A Adufes interpelou a Pró-reitoria de Gestão de Pessoas (Progep) sobre casos em que a Ufes entende que há direito a uma carga horária especial para atendimento dessas realidades e recebeu a manifestação emitida pela Coordenação de Acompanhamento e Orientação à Legislação (CAOL/Progep), que assegura a possibilidade de submeter à avaliação dos Departamentos as situações em que seja necessária a substituição da carga horária didático-aula mínima por outras atividades.

De acordo com Ana Carolina Galvão, presidenta da Adufes, não é a situação ideal, pois a ausência de previsão deixa a categoria sujeitada a possíveis situações de assédio e constrangimento junto às/aos demais professoras/es. “Se, por um lado, o semestre especial não exige oferta idêntica aos semestres regulares, por outro, temos observado que há uma pressão para que os Departamentos mantenham tudo igual”. Ela destaca que existem particularidades no Earte, que exigem mais tempo de preparação e acompanhamento e que a Ufes não aumentou o quadro de professoras/es, “portanto,  querer fazer a mesma oferta pesa sobre os docentes e se alguém pede carga horária especial, pode ficar exposto diante dos colegas, como se fosse responsável pela sobrecarga de trabalho”, explica Ana.

O Assessor Jurídico da Adufes, Jerize Terciano, avalia que os casos não previstos em normativas da universidade podem trazer fragilidade ao direito da categoria, mas isso não deve intimidar as/os docentes. A orientação do advogado do sindicato é que “aqueles que estejam submetidos a condições especiais que impossibilitam o cumprimento da carga horária integral, justifiquem e requeiram carga horária especial junto aos respectivos Departamentos. Havendo indeferimento do pedido, faremos recurso administrativo e/ou ingressaremos com a medida judicial necessária”.

Fonte: Adufes

ANDES