Mais artigos Adufes

Eleitos delegados e observadores para o 39° Congresso do ANDES-SN

Obedecendo as regras de proporcionalidade em relação aos sindicalizados, foram eleitos 9 delegados/as pela base e uma pela diretoria da Adufes. A plenária ocorreu no final da tarde de segunda-feira, 9/12

No início da Assembleia, a diretora  Bernardete Gomes Mian, que estava secretariando a mesa, propôs aos colegas que duas vagas fossem ocupadas pelo então presidente da Adufes, professor José Antônio da Rocha Pinto (que deixava a direção),  e outra por Ana Carolina Galvão, que assumia a nova gestão. A plenária votou e acatou a proposta de Mian.

Em seguida, 19 professores/as manifestaram interesse em participar do Congresso do Andes-SN. Foi reservado um minuto para que cada um/a dos/as  interessados/as pudesse se manifestar sobre os motivos da participação. De forma democrática, todos os/as puderam votar. Os/as mais votados foram Erineusa Maria da Silva, Fernanda de Araujo Binatti, Luiz Alexandre Oxley, Junia Claudia Zaidan, Sonia Lopes, Marcelo Barreira e Daniella Zanetti e Aline de Menezes Bregonci.

São suplentes de delegados/as: Antônio Carlos Moraes, Thais Letícia Vieira, Lívia Godoi, Leonardo Dutra, Juliana Iglesias, Raphael Góes Furtado, Rafael Bellan, Fábio Dutra, Maria Daniela Corrêa de Macedo, Bernardete Gomes Mian, Viviana Mónica Vermes, Andrea Monteiro Dalton. Integram o grupo como observadores/as: Donato de Oliveira, Eder Carlos Moreira, Iguatemi Rangel, André Pizzaia, Fabíola Leal.

Congresso 39° do ANDES-SN. Sob o tema central “Por liberdades democráticas, autonomia universitária e em defesa da educação pública e gratuita”, os representantes das seções sindicais do ANDES-SN aprovarão no Congresso os planos de lutas para o próximo ano. A atividade nacional será realizada em São Paulo (SP) sob a organização da ADUSP, de 4 a 8 de fevereiro de 2020.

José Antônio da Rocha Pinto, que conduziu a plenária,  destacou que o congresso, instância máxima de deliberação da categoria, é um momento importante para discutir a conjuntura e os desafios para a classe trabalhadora. "O congresso é um espaço de formação. E é durante a atividade que os/as professores/as se preparam para resistir à retirada de conquistas”, disse Rocha, em sua última assembleia como presidente da Adufes (gestão 2017/2019).

Caderno de Textos. Os/as representantes da Adufes discutirão o Caderno de Textos do 39º Congresso do Andes-SN. A participação de cada representante eleito pela assembleia está condicionada às reuniões de estudo dos textos. A data da reunião será informada em breve.

39º Congresso do ANDES-SN será realizado em São Paulo de 4 a 8 de fevereiro

Fonte: Adufes

Nova diretoria e Conselho de Representantes tomam posse em evento solene na Adufes

Mais de 100 pessoas prestigiaram a cerimônia que ocorreu na sede do sindicato na noite dessa segunda-feira (9/12). Veja galeria de fotos 

Há mais de uma década que o sindicato não tinha à frente uma mulher. Ana Carolina Galvão, do Centro de Educação, é a oitava a conduzir  a entidade que está prestes a completar 42 anos. Elas são maioria na diretoria executiva. São sete mulheres - sendo duas na suplência -,  ao lado de três companheiros  de luta.

ana2 carolina  1200Com garra e coragem, a nova presidenta da Adufes assumiu o cargo em cerimônia prestigiada por dirigentes sindicais, representantes de movimentos sociais e de mandatos parlamentares, além da comunidade acadêmica.  Em seu discurso, Ana Carolina agradeceu aos às sindicalizados/as pela confiança depositada, garantindo que a nova gestão irá defender os interesses dos/as docentes e lutará pela ampliação de conquistas.

“Queremos fazer da Adufes um espaço plural, acolhedor, de diálogo, de luta pela nossa categoria, pela universidade, pela educação pública laica e de qualidade”, pontuou, frisando a importância do Sindicato na organização e na construção da democracia no país.  Reconheceu que a Chapa Adufes Propositiva e Plural, eleita com 58,7% dos votos, assume numa conjuntura difícil tanto para os trabalhadores quanto para o movimento sindical.

Lembrou, inclusive, que o primeiro compromisso da gestão é garantir a luta pela nomeação da  professora Ethel Maciel como reitora eleita de forma democrática pela comunidade acadêmica.  

Homenagem. Em seu pronunciamento, Ana Carolina fez questão de homenagear o primeiro presidente do sindicato, professor aposentado João Baptista Herkenhoff que, aos 83 anos, participou do processo eleitoral. Além de votar, o professor também se elegeu como um dos conselheiros do CCJE. 

Emocionada,  a nova presidente agradeceu a Herkenhoff pelo legado. “Ele me enviou a seguinte mensagem: não podemos permitir que a história desapareça. Um povo que não conhece o passado, jamais terá futuro”.  A recém-empossada usou, então, a famosa expressão medieval, que ficou famosa nas palavras de Isaac Newton. “Se o vi mais  longe foi por estar sobre o ombro de gigantes”, fazendo  referência ao respeito que devemos à história daqueles que nos antecedem, como é o caso do professor João Baptista.

Renovação.  “Hoje é um dia de alegria, mas sabemos que precisaremos de muito fôlego para as inúmeras tarefas que iremos realizar. Contamos com todos nesta caminhada”, disse a nova presidente, saudando a plenária que empossou o Conselho de Representantes (CR) do Sindicato. Nesta gestão 2019/2021, o CR conta com representação em todos os 11 centros da universidade, inclusive nos campi de Alegre  e São Mateus.  

Despedida.  Durante o ato de transmissão de cargo, o então presidente  da Adufes, José Antônio da Rocha Pinto, que assumiu o cargo de Conselheiro do Centro de Ciências Exatas (CCE), lembrou que os ataques foram intensificados nos últimos anos, sobretudo no governo de Jair Bolsonaro (PSL). “A Adufes não se furtou da luta. Participamos de greve, fomos às ruas, mobilizamos a sociedade,  mas há muito o que se fazer em defesa da categoria e dos trabalhadores de forma geral”.  

Ele finalizou o discurso salientando que “não importa se você, professor ou professora,  estava nesta ou naquela chapa. Todos somos Adufes e vamos lutar juntos para combater os desmontes deste governo”.

Coquetel. Após a Assembleia de Posse foi servido coquetel com música ao vivo. A nova presidente Ana Carolina Galvão fez questão de agradecer a presença de todos/as indo pessoalmente, de mesa em mesa. Ela agradeceu o apoio e pediu que os/as docentes estejam juntos, construindo a Adufes cotidianamente. 

Fonte: Adufes 

 

Acesse a Cartilha de Combate ao Racismo no site da Adufes

Você saberia o que fazer se fosse vítima de crime de racismo ou injúria racial? O material lançado recentemente pela Adufes durante o Dia Nacional de Luta contra o racismo nas Instituições de Ensino Superior orienta como agir nesses casos. 

A Cartilha foi apresentada ao público pelo professor Iguatemi Rangel (departamento de Linguagens, Cultura e Educação), que integra o Grupo de Trabalho de Políticas de Classe, Étnicorracias, Gênero e Diversidade Sexual (GTPECGDS) do sindicato. Roda de conversa, exposição, apresentação cultural e comida de terreiro fizeram parte do lançamento da publicação durante a semana da Consciência Negra. 

“Para ampliar o debate e o enfrentamento ao racismo estrutural na sociedade e nos espaços de aprendizagem, é que lançamos esse material”, disse o professor Iguatemi. Ele explicou que a publicação soma-se as estratégias de enfrentamento às opressões nas universidades, nos Institutos (IF) e nos centros Federais de Educação Tecnológica (CEFET).

A edição aborda temas como a construção do racismo na sociedade brasileira, a centralidade do feminismo negro na luta antirracista, a lei de cotas e as comissões de heteroidentificação. O texto foi elaborado pelo GTPECGDS do Sindicato Nacional (Andes-SN). Leia aqui o material na íntegra.

Consciência Negra. Para marcar o lançamento da cartilha de combate ao racismo, a Adufes realizou no mês de novembro a exposição “Oretratista/Primavera Secundarista”, de Nicolas Soares e, “Vida Capital”, de Luciano Feijão.  

O Coral Serenata, uma das atrações do lançamento, emocionou e encantou a todos e todas durante a apresentação na sede do sindicato.  No grupo, cantaram crianças de dois anos a adolescentes, sob a regência da professora Luciene Prate.  O Serenata entoou canções de Sandra de Sá, Marisa Monte, Tim Maia e Roupa Nova.

Roda de Conversa. O professor Weber Lopes Góes, da Faculdade da Mauá (FAMA), discutiu sobre “racismo e pensamento conservador”. Ele, que tem se debruçado nos estudos sobre as bases ideológicas do racismo, considera que a burguesia brasileira já nasce conservadora e violenta. “E essa burguesia lacaia se utiliza do racismo estrutural para se beneficiar”, disse. Weber explicou que os africanos sempre ameaçaram a ordem escravocrata, e constituíram quilombos e insurreições que tinham o objetivo de mudar a estrutura da sociedade.

“A Lei de Terras, por exemplo, contribuiu para manter a concentração fundiária ao mesmo tempo em que se buscou dificultar o acesso à terra por parte dos negros”, destacou o professor, lembrando que o racismo busca supervalorizar alguns grupos. “Criminaliza o negro, diz que tudo o que ele faz é pecado e imoral; naturalizando as desigualdades sociais”. A professora Maria Helena Elpídio, do departamento de Serviço Social, intermediou a roda de conversa.

Grupo OGÓ. A apresentação buscou promover vivências da cultura negra e reflexões sobre a inserção dos/as negros/as na sociedade brasileira, na perspectiva antirracista. Os músicos Vitor Martins e Gessé Paixão possibilitaram aos presentes pensar as masculinidades negras. Com berimbau, trompete e outros instrumentos eles expuseram a música instrumental e poesia falada. “Mostramos a ancestralidade e refletimos sobre a questão da negritude, na perspectiva do homem negro”, disse Gessé.

Comida de terreiro. O buffet “A cozinha e a cultura de terreiros” levou pratos coloridos e tradicionais como o caruru, abará, acarajé, abarô, farofa, entre outros, que são feitos de forma ritualística para serem servidos aos orixás. A comida nas religiões afro brasileiras, são específicas de cada Orixá, cujo preparo requer um verdadeiro ritual. Os participantes puderam degustar os pratos.

“O evento marca a nossa trajetória de luta e deixa em evidência que precisamos refundar a nação”, frisou a estudante do curso de Ciências Sociais, Jamile Novaes, que elogiou a atividade. 

Veja aqui fotos do evento

Fonte: Adufes

ANDES